Seu Plano de Saúde Cobre Bichectomia? Advogado Explica!

Você já se perguntou se o seu plano de saúde cobre bichectomia? Essa dúvida é comum entre muitas pessoas que consideram realizar esse procedimento. A bichectomia, conhecida como cirurgia de redução das bochechas, ganhou popularidade, mas será que os planos de saúde incluem essa cirurgia em sua cobertura?

Este procedimento, que busca afinar o rosto, muitas vezes é visto apenas como estético. No entanto, existem situações em que a cobertura pode ser obrigatória.

Neste artigo, vamos explicar quando uma bichectomia pode ser coberta, o que fazer em caso de negativa e como proceder para garantir seus direitos. Acompanhe para esclarecer todas as suas dúvidas sobre o assunto.

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plano de saúde cobre bichectomia

Table Of Contents:

O que é bichectomia?

Antes de discutirmos a cobertura, é fundamental entender o que é a bichectomia. A bichectomia é um procedimento cirúrgico que consiste na retirada das bolas de Bichat. As bolas de Bichat são bolsas de gordura localizadas profundamente na região das bochechas, entre os músculos da mastigação.

O objetivo principal da bichectomia é reduzir o volume dessa área, resultando em um rosto com contorno mais fino e maçãs do rosto mais proeminentes. Embora seja famosa por seus fins estéticos, a retirada das bolas de Bichat pode ser indicada por razões funcionais.

Este procedimento cirúrgico deve ser realizado por um profissional qualificado, como um cirurgião plástico ou um cirurgião-dentista com especialização na área, para garantir a segurança e a eficácia da cirurgia.

Plano de saúde cobre bichectomia?

A resposta direta para a pergunta se o plano de saúde cobre bichectomia é: depende. Geralmente, a resposta é não, pois a bichectomia é classificada como um procedimento de natureza estética. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) determina um rol de procedimentos de cobertura obrigatória, e cirurgias com finalidade puramente estética não estão incluídas.

Os planos de saúde seguem as diretrizes da ANS, que não obriga a cobertura de cirurgias plásticas para fins de embelezamento. Portanto, se você deseja fazer uma bichectomia apenas para afinar o rosto, é muito provável que seu plano negue a cobertura.

No entanto, existem exceções importantes a essa regra. Se uma bichectomia for indicada para tratar um problema funcional, a situação muda completamente, e a cobertura pode se tornar obrigatória.

Quando a bichectomia pode ser coberta?

Existem situações específicas em que a bichectomia pode ser considerada uma cirurgia reparadora ou funcional. Nestes cenários, a cobertura pelo plano de saúde é uma possibilidade real. A principal justificativa é quando as bolas de Bichat causam problemas de saúde ou desconforto físico ao paciente.

Um dos motivos mais comuns para a indicação funcional é a mordedura crônica da bochecha (morsicatio buccarum). Esta condição ocorre quando o volume excessivo da face interna leva o paciente a morder a bochecha repetidamente durante a mastigação ou a fala, causando feridas, dor e lesões na mucosa oral.

Outra situação é quando a bichectomia é realizada como um procedimento complementar à cirurgia ortognática. A cirurgia ortognática corrige deformidades dento-faciais, e em alguns casos, a remoção da gordura de Bichat é necessária para melhorar o resultado funcional e harmonizar a face ao mesmo tempo.

Como saber se seu plano cobre bichectomia

Para saber se seu plano de saúde cobrirá o procedimento, o primeiro passo é a comunicação direta com uma empresa de saúde. Você deve entrar em contato com a operadora para entender os detalhes da sua apólice. Cada plano tem regras próprias, e a análise será individualizada.

Ao ligar, tenha em mãos o pedido médico detalhado, explicando a necessidade funcional da cirurgia. É essencial que o laudo do seu médico ou cirurgião-dentista justifique claramente por que o procedimento não é apenas estético, mas sim reparador.

Solicite sempre o número de protocolo da ligação e, se possível, peça que a resposta da operadora seja enviada por escrito. Esse documento é fundamental caso você precise contestar uma negativa futuramente.

O que fazer se o plano não cobrir

Se, após a solicitação, seu plano de saúde negar a cobertura da bichectomia, não desista. A negativa inicial é comum, especialmente para procedimentos que têm uma conotação estética. Existem vários passos que você pode seguir para reverter essa decisão.

1. Obtenha um Laudo Médico Detalhado

O documento mais importante para sua defesa é um laudo médico robusto. Peça ao cirurgião plástico ou ao profissional que indicou a cirurgia para avaliar seu caso e redigir um relatório completo. Este laudo deve explicar a condição clínica (como a mordedura crônica da bochecha), os tratamentos já tentados sem sucesso e por que a bichectomia é um procedimento necessário para a sua saúde e qualidade de vida.

2. Solicite uma Reanálise à Operadora

Com o laudo detalhado em mãos, envie o documento para a operadora e solicite formalmente uma reanálise do seu pedido. Muitas vezes, a negativa inicial é automática, e uma análise mais criteriosa pela junta médica da empresa pode levar à aprovação. Argumente que o procedimento é reparador e não estético.

3. Faça uma Reclamação na ANS

Se a negativa persistir, o próximo passo é registrar uma reclamação na ANS. A agência regula todos os planos de saúde no Brasil e pode mediar o conflito. A reclamação pode ser feita online, e a ANS notificará a operadora para que ela preste esclarecimentos, podendo resultar na liberação da cirurgia.

4. Considere uma Ação Judicial

Caso a via administrativa não funcione, você pode entrar com uma ação judicial contra a operadora. Com a negativa por escrito e um laudo médico forte, as chances de obter uma liminar que obrigue o plano a cobrir a cirurgia são boas. É recomendável procurar um advogado especializado em direito da saúde para iniciar um processo contra a operadora.

5. Avalie o Pagamento Particular

Se nenhuma das alternativas funcionar ou se você tiver urgência, a opção é fazer uma bichectomia de forma particular. Pesquise por clínicas e hospitais em cidades como São Paulo, que concentram muitos especialistas. Ao escolher um cirurgião, verifique suas credenciais e experiência para realizar o procedimento com segurança.

Custos da bichectomia

Se você optar pelo caminho particular, é importante se planejar financeiramente. O custo de uma bichectomia varia consideravelmente dependendo de fatores como a reputação do profissional, a estrutura do hospital onde ela é feita e a cidade.

Os valores podem incluir diversos itens. É importante que o orçamento detalhe cada um deles para que você não tenha surpresas. Geralmente, o custo total engloba:

Componente do Custo Descrição
Honorários do Cirurgião Valor cobrado pelo trabalho do cirurgião plástico ou dentista que realizará o procedimento.
Honorários do Anestesista Custo do profissional responsável pela anestesia durante a cirurgia.
Custos Hospitalares Taxas de uso da sala de cirurgia, materiais, medicamentos e, se necessário, internação.
Exames Pré-operatórios Exames de sangue e outras avaliações necessárias para garantir que o paciente está apto para o procedimento.
Medicação Pós-operatória Antibióticos, anti-inflamatórios e analgésicos para o período de recuperação.

Em média, o valor no Brasil pode ir de R$ 5.000 a R$ 15.000, mas essa é apenas uma estimativa. É fundamental solicitar um orçamento detalhado durante a consulta inicial.

A bichectomia e o plano odontológico

Uma dúvida comum é se um plano odontológico poderia cobrir o procedimento, já que muitos cirurgiões-dentistas estão habilitados para realizá-lo. A lógica, no entanto, é a mesma do plano de saúde. A cobertura só seria possível se a finalidade fosse estritamente funcional.

O rol de procedimentos da ANS para planos odontológicos também é focado em tratamentos para a saúde bucal. Uma bichectomia raramente se enquadra nessas categorias, a menos que seja comprovadamente a única solução para um problema funcional oral, como as lesões por mordedura.

Portanto, não se iluda, a probabilidade de cobertura por um plano odontológico é extremamente baixa. A verificação direta com a operadora, com um laudo em mãos, continua sendo o caminho necessário para esclarecer essa possibilidade.

Riscos e benefícios da bichectomia

Antes de decidir fazer uma bichectomia, é crucial ponderar os prós e os contras. O procedimento, quando bem indicado e executado, oferece benefícios notáveis, mas, como toda cirurgia, envolve riscos que devem ser considerados.

Benefícios Potenciais:

  • Melhora do contorno da face, proporcionando um rosto mais fino e definido.
  • Aumento da autoestima e da confiança para o paciente.
  • Resolução de problemas funcionais, como as mordidas constantes na bochecha.
  • Resultados duradouros, já que a gordura removida não retorna.

Riscos Potenciais:

  • Infecção no local da incisão, que é feita na parte interna da boca.
  • Formação de hematomas e inchaço prolongado na região.
  • Assimetria facial, caso a quantidade de gordura removida seja diferente em cada lado.
  • Lesão de estruturas nobres, como ramos do nervo facial, o que pode causar paralisia muscular temporária ou permanente.
  • Resultado insatisfatório, como a remoção excessiva de gordura, que pode levar a uma aparência envelhecida com o passar dos anos. Isso é algo a se pensar, pois uma vez que o tecido adiposo é retirado, o processo é irreversível.

Um paciente mais velho pode sentir os efeitos de um rosto excessivamente magro, pois a gordura facial natural diminui com a idade. Discuta abertamente todas as suas dúvidas com um cirurgião de confiança.

Alternativas à bichectomia

Se o plano de saúde cobre bichectomia de forma negativa no seu caso e o custo particular é um impeditivo, existem algumas alternativas não cirúrgicas. É importante notar que os resultados não são tão expressivos quanto os da cirurgia, mas podem ajudar a melhorar o contorno facial.

Procedimentos como a aplicação de enzimas para redução de gordura localizada podem ser uma opção, embora seu uso na face seja controverso e deva ser feito com cautela. Outra técnica é o ultrassom microfocado, que promove a retração da pele e pode dar uma leve impressão de afinamento do rosto.

Além disso, a aplicação de preenchedores de ácido hialurônico em pontos estratégicos, como o mento e a mandíbula, pode criar um jogo de luz e sombra que melhora o contorno facial sem remover gordura. Converse com um especialista para entender qual método é mais adequado para você, pois não é todo procedimento que se encaixa para todas as pessoas.

Conclusão

Afinal, o plano de saúde cobre bichectomia? A resposta, como vimos, é complexa. Na grande maioria das vezes, por ser considerada uma cirurgia plástica estética, a cobertura é negada. Contudo, é possível obter a autorização em caso de indicação funcional e reparadora, devidamente comprovada por um laudo médico detalhado.

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